AFC-RJ
america football club1904 - 2004
Certa vez um Davi enfrentou um Golias
em verde gramado do Maracanã.
Era o América, a agir com afã,
o pobre pequeno que à frente então via
o rico São Paulo com ar de gigante,
buscando pra si o troféu nacional
contra o Diabo na semi-final,
o qual não tivera jamais esta chance.
Os quatro grandes do Rio já eram
passado no nobre certame que temos.
Sobrava ao Mequinha, o time pequeno,
a chance tão una que outrora quisera
e mesmo tivera no estádio citado
o nosso Bangu em final derradeira
contra o Coxa, perdendo nos pênaltis,
perante o mesmo gigante lotado.
Tinha o América então enfrentado
times diversos do imenso Brasil
em bela campanha de craques que viu
a nossa nação com olhar regalado.
O Botafogo da sua Paraíba,
o Paysandu e boa a Ponte Preta
perderam no ano sem grande careta
pro rubro esquete outrora caído.
Mesmo destino também teve o Grêmio,
tricolor do Rio Grande, de porto tão alegre.
O rival Bangu e o Treze tiveram
as suas derrotas a vir pela frente.
O Botafogo carioca, não mais o genérico,
também caiu, em confronto bairrista,
assim como o Santos, a Lusa paulista
e mesmo o Corinthians, sem grande demérito.
Gritos de "Sangue" tanto ecoavam
No Caio Martins, com todo o carinho.
Era a torcida assaz pequenina
Que pelos heróis em saltos clamava.
Teve derrotas, mas tais não pariram
a queda do mesmo em fase primária.
De pé ele caiu, foi extraordinário
perante milhares que tanto o aplaudiram
com tantas camisas do Vasco da Gama,
da dupla Fla-Flu e do Botafogo,
do primo Bangu; de todos o fogo
buscou para si no jogo da grama!
Onze vitórias teve o esquete,
oito derrotas e sete empates.
Mas só as vitórias ficaram de embates,
Vitórias das quais o Rio não se esquece!
A cor escarlate enchia de orgulho
o povo de todo o estado do Rio.
Foi época intensa, de tanto arrepio!
O Rio exibia-se em tons de vermelho,
Vermelho feliz de belas camisas
que números tinham nas costas da gente
e mais do que isso: escudo no peito
trazendo a paixão por belas partidas!
17-11-8

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